terça-feira, 12 de abril de 2011

Soneto da Alma Empoeirada

As lágrimas lhe causam cegueira
As sombras lhe escondem o rosto
A pura imagem do desgosto
A alma transformada em poeira.

A flecha foi simples e certeira
Acertou o coração exposto
Coração esse que era composto
Por sonhos da vida inteira.

Agora a alma empoeirada
Vaga desesperadamente
Lutanto em busca de nada

Pois visto que o tudo mente
Até nas sombras é ofuscada
Pelo brilho da luz ausente.

2 comentários:

  1. Muito lindo! E metricamente perfeito! Parabéns!

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  2. Dá vontade de ler e reler, e não cansa...

    Lindo.

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Eternize-se!