terça-feira, 12 de abril de 2011

Soneto da Alma Empoeirada

As lágrimas lhe causam cegueira
As sombras lhe escondem o rosto
A pura imagem do desgosto
A alma transformada em poeira.

A flecha foi simples e certeira
Acertou o coração exposto
Coração esse que era composto
Por sonhos da vida inteira.

Agora a alma empoeirada
Vaga desesperadamente
Lutanto em busca de nada

Pois visto que o tudo mente
Até nas sombras é ofuscada
Pelo brilho da luz ausente.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Máscara

E nesse turbilhão, tranqüilidade
E na calmaria, tempestade
E no sossego, a paz se faz ausente
E no dissabor, o prazer é latente
Esconde-se nas sombras, por medo de aparecer
É a vergonha de mostrar-se
É receio de tornar-se
A dor que deveria ser
Mas apesar de tudo, em sua alcova
Há uma sombra de esperança que se renova
Há uma visão, um sabor, uma certeza
Há o gosto de um sonho que lhe mascara a tristeza.