sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Inaudita.

E quantas não foram as desilusões silentes
Caladas no fundo do peito
E guardadas pra sempre na memória
Tantas lágrimas vertidas sobre o frio travesseiro
Fiel amigo e confidente
Sempre que não houve um ombro amigo que a pudesse consolar.
De cedo acostumou-se com a quietude de seu mundo
Onde gritar foi sempre em vão
Em que a sua alma despida somente por seu pranto era vista
Fechou-se para tudo. Sorriu para todos.
Vestiu a máscara que lhe era imposta para sobreviver
Mas um dia sucumbiu. Caiu a última gota
E então, a enxurrada de lágrimas derramadas veio à tona
E disse tudo que um dia calou
Abriu-se para o mundo. Mas este não se abriu para ela
E voltou triste e cabisbaixa para sua redoma de vidro
De onde era-lhe permitido observar o mundo
Mas impossível emitir qualquer som audível
Que causasse uma mudança no curso dos acontecimentos
E chorou de novo.
Tanto que inundou a redoma, a máscara, as desilusões, e inundou as próprias lágrimas
E quando a maré de lágrimas veio a serenar
Ela foi tudo o que restou.
Limpa, sem máscara ou desilusões.
Ela e nada mais. Pura e simples como sempre quis ser.
...
E ainda assim, ninguém a percebeu. 

domingo, 7 de agosto de 2011

Brésil, par une brésilienne

Je suis née au Brésil
Avec des gens gentils
         des lieux agréables
         des paysages adorables
Ici nous avons des plages
Ce sont les destinations de quasi tous les voyages
Nous avons aussi le carnaval
qu'est une fête mundial
Le football est très apprécié
Les gens lui regarde pour s'amuser
Mais nous avons aussi les misérables
Qui n'ont rien pour manger
               pas où dormir
               pas où aller
pour pouvoir s'échapper

terça-feira, 12 de abril de 2011

Soneto da Alma Empoeirada

As lágrimas lhe causam cegueira
As sombras lhe escondem o rosto
A pura imagem do desgosto
A alma transformada em poeira.

A flecha foi simples e certeira
Acertou o coração exposto
Coração esse que era composto
Por sonhos da vida inteira.

Agora a alma empoeirada
Vaga desesperadamente
Lutanto em busca de nada

Pois visto que o tudo mente
Até nas sombras é ofuscada
Pelo brilho da luz ausente.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Máscara

E nesse turbilhão, tranqüilidade
E na calmaria, tempestade
E no sossego, a paz se faz ausente
E no dissabor, o prazer é latente
Esconde-se nas sombras, por medo de aparecer
É a vergonha de mostrar-se
É receio de tornar-se
A dor que deveria ser
Mas apesar de tudo, em sua alcova
Há uma sombra de esperança que se renova
Há uma visão, um sabor, uma certeza
Há o gosto de um sonho que lhe mascara a tristeza.